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Explorando a História e Variedades dos Instrumentos de Percussão

Atualizado: 28 de jul.

Os instrumentos de percussão, possivelmente os mais antigos depois da voz, têm uma presença marcante ao longo da história da música, remontando às eras neolíticas.


foto do bumbo de uma bateria

A sua essência está ligada à simplicidade e prontidão na natureza, onde o homem inicialmente utilizava materiais como pedras, ossos e árvores para criar sons percussivos.


Ao longo da evolução social e musical, a percussão foi reinventada, explorando diferentes timbres e adaptando-se às necessidades. Robert Donington propõe quatro categorias:


  • instrumentos com membranas,como tímpanos e caixas;

  • instrumentos sólidos, como triângulos;

  • instrumentos vazios ou ocos, como sinos;

  • instrumentos de percussão com teclado, como celesta e glockenspiel.


Diferentes classificações surgem, como a de Roland de Candè, que divide entre sons determinados e indeterminados, abrangendo metais, madeiras percutidas, tambores e "ruídos diversos". A história da percussão também revela sua presença significativa na antiguidade grega e romana, com instrumentos como címbalos, crótalos e tambores desempenhando papéis específicos, muitas vezes relacionados à mitologia.


A relação dos instrumentos de percussão com Dioniso, o deus grego do vinho e dos rituais extáticos, é intrigante. Na mitologia, Dioniso viajava tocando instrumentos de percussão, acompanhado por Bacantes, Sátiros e Silenos. Essa associação persiste, destacando a percussão como expressão da liberdade, alegria e até brutalidade.


Na Grécia antiga, Dioniso representava a instabilidade, em contraste com a estabilidade simbolizada por Apolo. A música de Dioniso, percussiva e rítmica, refletia o frenesi e o êxtase do vinho. No entanto, ao longo da Baixa Idade Média, os instrumentos de percussão foram proscritos dos templos, adquirindo uma conotação negativa associada ao mundano e ao teatral.


Assim como Dioniso, cujo tambor ecoava em êxtase, os instrumentos de percussão continuam a conduzir a humanidade numa dança eterna entre liberdade, alegria e a selvageria primordial da música

Na América Latina, a percussão desempenhava papéis rituais e sinalizadores nas culturas indígenas, com técnicas de produção de som que ecoam até hoje. Em orquestras modernas, os instrumentos de percussão, como pandeiros, bombos, caixas-claras e triângulos, são fundamentais para efeitos especiais e caracterização em trilhas sonoras.


Assim, a jornada dos instrumentos de percussão ao longo da história da música revela não apenas sua importância sonora, mas também sua conexão com mitologias, rituais e expressões culturais.



 
 
 

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