Explorando as Raízes e Evolução dos Instrumentos de Cordas
- Guga Gonçalves

- 24 de jan. de 2012
- 2 min de leitura
Atualizado: 28 de jul. de 2025
Embora os instrumentos de cordas não tenham a mesma antiguidade dos de percussão e sopros, sua trajetória simbólica é fascinante e crucial para entender as formas que conhecemos hoje.

Vamos mergulhar em algumas relações funcionais e estilísticas que moldaram esses instrumentos ao longo do tempo.
Mitologia e Origens Míticas
A mitologia grega tece uma narrativa intrigante em torno dos instrumentos de cordas, associando-os ao deus Hermes, também conhecido como Mercúrio. Dois instrumentos em particular, o monocórdio e a lira, destacam-se nessa narrativa. Diz a lenda que todos os instrumentos de cordas, como violão, viola e rabeca, têm suas raízes em um instrumento inventado por Hermes. Sua inteligência notável desde o nascimento simboliza o movimento dual do céu para a terra e vice-versa, tornando-o o mensageiro dos deuses e guia dos homens.
Caminhos Históricos
Além das simbologias, as origens dos instrumentos de cordas dedilhadas podem ser rastreadas por caminhos variados e sugestivos. Sob uma perspectiva científica, destaca-se o monocórdio, datado por volta de 582 a.C. Essa caixa de madeira com uma tripa esticada tinha inicialmente propósitos acústicos e matemáticos, sendo uma ferramenta de medida atribuída a Pitágoras ou a seus discípulos. A corda de tripa, fixada em duas extremidades, apoiada em cavaletes móveis, permitiu o estudo das alturas e harmônicos, dando origem à escala ocidental.
Instrumentos de Arco
No caso dos instrumentos de arco, as origens e simbologias podem seguir diferentes trilhas. O arco musical, presente em sociedades autóctones, serve como ponto de partida. O processo de transformação levou dos instrumentos dedilhados, como cítara, lira e alaúde, para os instrumentos de arco conhecidos hoje. O arco musical, também chamado de arco de boca, continua a desempenhar um papel significativo em culturas remotas, mantendo suas tradições musicais e mágico-religiosas. Sua estrutura, uma vareta arqueada com uma corda friccionada, emite sons envolventes, enquanto a cabeça do executante atua como a caixa de ressonância, conforme ilustrado na figura.
Diversidade na Atualidade
Os instrumentos de arco antigos, que perduraram até os dias atuais, podem ser categorizados em dois grupos principais: aqueles em que a caixa de ressonância se estreita até formar o braço, como o rababe da África do Norte e a sarinda da Índia; e outros, de caixa menor e forma variada, com um braço aplicado, exemplificado pelo rababe árabe. Em sua maioria, esses instrumentos possuem uma ou duas cordas e são tocados na posição vertical, apoiados no solo ou no joelho.
As cordas de um instrumento não apenas produzem notas, mas tecem a melodia da alma, conectando passado e presente em cada arcorde
Explorar as origens e a evolução dos instrumentos de cordas é uma jornada fascinante, onde mitologia, ciência e prática musical convergem para criar uma rica tapeçaria de tradições sonoras.




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