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O Que É Economia Criativa?

A ONU declarou 2021 como o "Ano Internacional da Economia Criativa para o Desenvolvimento Sustentável". Um dos países mais fortes em economia criativa, o Brasil foi drasticamente afetado com a chegada da pandemia.

Para definirmos a Economia Criativa é imprescindível revermos e analisarmos as mudanças da força de trabalho e consumo dos produtos ao longo da nossa história, e as funções da tecnologia em todo o contexto desse processo.



PROCESSO ECONÔMICO

A criatividade é inerente ao homem e, assim sendo, cada país, cultura, tem acessos diferentes à forma de interação com a sociedade, que muda de acordo com cada período da história e suas intervenções políticas. Assim, até antes da Revolução Industrial, o que impulsionava a economia era o trabalho braçal. Dessa forma entre 1760 e até o início do século XXI, o planeta foi estimulado pelo desenvolvimento de máquinas. Somente no início do século XXI, com a chegada da Era da Informação, começou a ser amplificado o incentivo ao conhecimento como um impulsionador da sociedade, ou seja, criatividade se torna um fator-chave para o estímulo da educação, imaginação e habilidades de cada indivíduo.



COMO CHEGAMOS À ECONOMIA CRIATIVA?

Em 2013, o professor inglês, John Howkins, foi o pioneiro a tratar desse assunto em seu livro, "The Creative Economy: How People Make Money from Ideas", que ressalta a diferença entre Ecologia Criativa e Economia Criativa, a primeira, faz parte do contexto do florescimento das ideias; a segunda está relacionada à área que engloba os negócios que derivam desse contexto, especialmente aqueles referentes à arte, cultura e entretenimento.


Segundo Howkins, podemos encontrar os seguintes pilares que englobam a Economia Criativa:


ECOLOGIA CRIATIVA

A Ecologia Criativa é o estímulo da criatividade e inovação à partir do apoio de Governos e Iniciativas Privadas, no momento em que uma cultura local é colocada como fundamental em uma sociedade.

ECONOMIA DO CONHECIMENTO

ECONOMIA COLABORATIVA

ECONOMIA CRIATIVA

DEFININDO A ECONOMIA CRIATIVA

Desde 1998, a Inglaterra já havia previsto a propulsão da Economia Criativa como uma nova fonte de inclusão, diversidade e sustentabilidade. A Economia Criativa resume-se como toda e qualquer atividade que tem como sua origem, a criatividade baseada no talento e habilidade individual, e potencializa a empregabilidade e riqueza por meio da exploração e geração da propriedade intelectual. As 12 áreas mapeadas da Economia Criativa são:

​Artesanato

Cinema

​Moda

​Software

​Arquitetura

​Design

​Música

​Games

​Artes Cênicas

​Mercado Editorial

Publicidade ​

​Rádio e Televisão

Segundo dados do IBGE, em 2019, o faturamento foi de R$ 190 milhões, no setor cultural, que movimentava um dos maiores índices de empregabilidade do país, que foi drasticamente afetado com a chegada da pandemia.


Com um modelo pautado pela criatividade, cultura e inovação, a economia criativa transformou o capital intelectual em valor econômico. Apesar de não quantificável, a criatividade humana quando aplicada nas empresas, indústrias e organizações, cria soluções capazes de gerar riqueza, tornando-se uma força vital imprescindível na aceleração do desenvolvimento humano.


A ONU realça a importância da inclusão e da diversidade junto à Economia Criativa. Assim, é enfatizada a impotência de impulsionar a contratação de mão de obra qualificada, proveniente das mais diferentes classes, principalmente, dos grupos marginalizados da sociedade, como mulheres, negros, homossexuais, transgêneros, transexuais e pessoas que moram na periferia.


INCLUSÃO

Para que as medidas de inclusão social ocorram, é necessário o reconhecimento das classes marginalizadas e identificação de quais ações serão realizadas para aproximar tais grupos da participação da sociedade.

DIVERSIDADE



QUAIS SÃO OS IMPULSIONADORES DA ECONOMIA CRIATIVA?


Existem três parâmetros que auxiliam diretamente no impulsionamento da Economia Criativa, que são:

  1. Inovação

  2. Cultura de Nicho

  3. Presença Feminina na Economia


INOVAÇÃO

A inovação é a mantenedora da sustentabilidade econômica, trazendo novas ideias, tecnologias e produtos. Sempre que você pensa em um determinado produto ou objeto como seu sonho de consumo, é porque ele foi desenvolvido com o seguinte protocolo:


INOVADORES

Os produtos realmente inovadores correspondem à 2,5% daquilo que faz parte da expectativa dos consumidores, quando forem lançados. Por exemplo, os lançamentos de iPhones e demais produtos da Apple.

NOVO ADEPTO

A MAIORIA PRECOCE

A MAIORIA TARDIA

RETARDATÁRIOS

Existem diversos debates sobre como a inovação pode influenciar ou interferir em outras economias, o que estimula as indústrias criativas, catalisadoras de mudanças essenciais. Para que a inovação impulsione a Economia Criativa, ela depende de indivíduos encorajados a usarem o seu poder de criação dentro de uma cultura de consumo. Para que isso aconteça é necessário o estímulo da Inovação e da Criatividade de acordo com os parâmetros definidos pela União Européia, fazendo com que as Cidades Inteligentes e seus cidadãos, Smart People, consigam promover a inovação através do seguinte protocolo:


ENGAJADOS PELA EDUCAÇÃO

Todo cidadão deve ter acesso à educação de qualidade. Assim, não basta somente ter escolas, mas também estruturas e profissionais altamente qualificados para transmitir o conhecimento à população.

SOCIEDADE INCLUSIVA E PARTICIPATIVA

DA CRIATIVIDADE À OPORTUNIDADE

ALTA EXPECTATIVA DE VIDA


Quando as pessoas são mais engajadas pela inovação geradora de resultados criativos dentro da sociedade, acabam influenciando outras áreas e setores como: mobilidade, moradia, governo, meio ambiente e a economia. Sempre que criado um ecossistema de inovação, empreendedorismo, criatividade e produtividade, o mercado internacional é impactado estimulando as relações bilaterais, exportação e importação, como o aumento do PIB de todos os impactados.




CULTURA DE NICHO

A Cultura de Nicho, promovida pelo efeito Cauda Longa, impulsiona a diversidade em criação e a disponibilidade de produtos e serviços dentro da Economia Criativa. Como vimos anteriormente sobre a aderência de público à inovação e a utilização de produtos para a sensação de pertencimento, devemos também analisar os grupos formados pelos perfis de gostos e promovidos pela facilidade de encontros proporcionada pela internet, transformando a economia de países e impactando no fluxo do comércio mundial.


O acesso à internet proporcionou aos indivíduos, saberem que não são únicos porque gostam de determinada música, roupa ou estilo de vida. Assim, o consumo passou a ser influenciado por personalidades e nichos. Dessa forma, um determinado assunto pode se proliferar dentro de pequenos grupos que formam a Cauda Longa.


A Cauda Longa nada mais é que referir-se às coisas mais específicas e com menos demanda.



Como, por exemplo, ao invés de você atingir pessoas que buscam apenas por "curso de marketing digital", você expor o seu curso de marketing digital para quem busca por "como ganhar dinheiro vendendo na internet".


A Cauda Longa pode ser uma excelente estratégia para amplificar o tráfego online do seu blog ou site.



A PARTICIPAÇÃO DA MULHER NA ECONOMIA CRIATIVA

Em 2008, após a crise dos Estados Unidos, a ONU inseriu na definição de Economia Criativa a questão da Inclusão Social. Um dos principais fatores para que isso acontecesse foi o incentivo da participação feminina dentro de um movimento econômico.


E qual o significado da inserção das mulheres na economia?


Bancos apontam que existem muitos resultados mais rápidos ao oferecer créditos para as mulheres do que aos homens.


Principalmente em famílias em situação de separação foi apontado que os homens direcionam o dinheiro para uso próprio, enquanto as mulheres investem no futuro de seus filhos ou em situações para tirar a família de um estado de pobreza. Esses dados definem a mulher como uma taxa menor de inadimplência com os bancos e tendo um papel fundamental dentro de um cenário econômico em nosso planeta.


A Inovação, a Cultura Nicho através da Cauda Longa e a Participação Feminina na Economia são alguns dos impulsionadores da Economia Criativa.



COMO APLICAR A ECONOMIA CRIATIVA EM NOSSO DIA A DIA?

O conhecimento é a chave para o sucesso em qualquer área de nossas vidas!


Manter-se atento às mudanças, ser perspicaz ao identificar oportunidades e mergulhar em novos universos conhecendo suas ações, impactos econômicos e quantos outros mercados complementam este seu novo universo.


Somos um todo! E assim dispomos de diversos tipos diferentes de conhecimentos, características, competências e habilidades que formam nosso ser.


A economia, a comunicação, a hotelaria, o turismo, a música, o cinema, a ciência, a medicina, a história, o jornalismo, a arquitetura, a matemática, a escrita, o automobilismo, a engenharia, o direito e as artes estão todos entrelaçados.


Eu não sei qual é a sua área ou mercado de atuação e desconheço o novo universo pelo qual você queira mergulhar, mas pesquise nessa sua nova experiência quais são os nichos, subnichos e mercados que complementam esse universo até então desconhecido e, descubra como as suas competências, conhecimentos e habilidades no seu mercado de atuação poderão ajudar as partes envolvidas nesse seu novo universo a transformar a sociedade.


Isso é a Economia Criativa sendo posta em prática!



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Guga Gonçalves, foto.jpg

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Criei este blog com o objetivo de montar um canal de referência, com conteúdos sobre desenvolvimento pessoal e profissional.

 

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